sábado, 24 de outubro de 2009

Coroado


Deixe eu me lembrar: onde mesmo que eu parei? Ah, no All England Tennis Club!
Meu último post sobre tênis foi sobre o acerto dos oito nomes que participaram das quartas-de-final do torneio! E que torneio!
Winbledon 2009 será lembrado por muitas Eras como o Grand Slam que coroou o maior tenista de todos os tempos! Não há mais o que dizer... os números provam a superioridade do gênio.
Os recordes ainda a serem quebrados são pífios se comparados à importância dos feitos alcançados pelo suíço. O mais duradouro líder do ranking da ATP, com 237 semanas no topo, se consagrou em Wimbledon o maior vencedor de GS da história, ultrapassando Pete Sampras e seus 14 troféus ao vencer o americano Andy Roddick. Foi uma partida épica, com o americano mostrando todo o seu tênis e conseguindo disputar um quinto set contra seu maior carrasco. Mas os detalhes do jogo em si ficaram pequenos ante a grandeza dos recordes que caíram naquele domingo.
Federer alcançou - já contabilizando os números do U.S. Open 2009, onde ele foi derrotado na final pela revelação Juan Martin del Potro - sua vigésima primeira final de GS, 11 consecutivas, ultrapassando Ivan Lendl com 19.
Na grama ele também se firmou como uma lenda que dificilmente será batida: 7 finais consecutivas em Wimbledon além de 65 vitórias consecutivas e 11 títulos no piso vivo. Mas não é só no tapete verde que Roger impressiona: ele foi o primeiro tenista a vencer as 7 primeiras finais de GS que disputou, foi o primeiro pentacampeão consecutivo no U.S. Open e o segundo jogador a ganhar 12 torneios, em 2006, ano em que o aproveitamento do garoto foi de 94,1%, quando chegou a 16 finais em 17 torneios disputados. Somando a isso o Career Slam - vencer todos os 4 GS, mesmo em temporadas distintas - chegamos a uma conclusão óbvia: o cara é AWESOME! AMAZING! UNBELIVEABLE!
Na foto: Borg, Federer, Sampras e Laver. 51 títulos de GS no total!

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Voltando!
Mesmo com todo o dinamismo do mundo esportivo, o que me fez "perder" alguns eventos e outros tantos fatos históricos - como vários outros aqui já documentados - vou retomar minha escrita.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Novo Nove

Não é gênio como Ronaldo e Romário, nem tem o estilo de um Careca. Mas é matador, atravessa uma fase ótima e tem números invejáveis com a camisa da seleção. Não há o que ser questionado.
Se o treinador é o Dunga, porque o atacante não pode ser o Fabuloso? Com eles rumo ao hexa!!!
video

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Congratulations

Como meu mais assíduo leitor, preciso me parabenizar... Acertei em cheio todos os jogos das quartas-de-final de Wimbledon. Agora resta torcer para as previsões continuarem se concretizando até o momento da decisão domingo. Nem preciso falar quem vai estar segurando a taça.

Se ela chora, eu choro


Coitadinha da princesa do tênis... a sérvia abandonou a partida contra Venus Williams ainda no início do segundo set sentindo fortes dores na coxa esquerda. Quisera eu estar lá para uma massagem... o que não iria ajudar muito, porque a delicadeza de Ivanovic foi destruída pela força de Venus no primeiro set - parcial de 6/1 para a americana.
Comentário apaixonado, mas analisando friamente o esporte, concluo que não há outro caminho para o tênis a não ser adorar a Aninha. Vamos aos fatos:
1) A beleza vem sim em primeiro lugar. Linda é pouco para classificar a musa. E nem Sharapova (versão feminina do Guga, que exigiu tudo de seu corpo para ser número 1, e não sustentou a posição por uma série de lesões que acabaram encerrando sua carreira), nem Gisela Dulko, nem Hantuchova, nem ninguém se compara. Simplesmente até hoje na história do tênis ainda não estreou no circuito profissional beleza como daqueles cabelos pretos e olhos claros.... é de suspirar!
2) Apenas beleza não leva atleta a lugar nenhum. Ana Ivanovic já foi número 1 do mundo e tem um jogo consistente. (OBS: o topo do ranking feminino não é tão inalcansável nem representativo quanto no masculino, mas liderar qualquer ranking de atletas profissionais não é uma missão fácil, mesmo em períodos que não demonstram o mais alto nível de jogo.)
3) Como eu sempre digo, a força vem se sobressaindo à técnica na maioria dos esportes, e no tênis - inclusive no feminino - essa tendência não é diferente. Não há mais charme, e sim músculos dignos de um zagueiro dos bons por baixo dos vestidos. Somos obrigados a engolir a superioridade física absurda das irmãs Williams, distribuindo suas pancadas, e a força das jogadoras do Leste europeu, incluídas nesse grupo as russas grandalhonas, como Dementieva e Safina - a última, atual líder do ranking de entradas, ainda lutando para diminuir seu assombroso número de duplas faltas nas partidas para conseguir colocar a bola em jogo e atropelar as fraquinhas com sua força avassaladora.
Analisando essas três colocações, não resta dúvida: choremos junto com Aninha, jóia rara, espécie em extinção nesse mundo de brutamontes fêmeas. Viva a delicadeza feminina! Viva as princesinhas!

domingo, 28 de junho de 2009

Resumo da primeira semana - 21 a 28/06/2009


Transcorrida a primeira semana, poderíamos chamar Wimbledon de um Grand Slam como outro qualquer, com ocorrências típicas de um grande torneio: algumas zebras, e favoritos apenas treinando nas primeiras rodadas contra sparrings de menor ranking. Mas apenas relembrando, as partidas disputadas no All England Tennis Club nunca fizeram, não fazem e jamais farão parte de um torneio qualquer; o que acontece lá é mítico, mágico, insubstituível. O charme do saibro parisiense, o gigantismo da quadra central de Flushing Meadows ou a excentricidade do complexo de Melbourne contam muitos pontos para o ranking... mas a grama sagrada de Londres confere um status ímpar.
Buscando essa glória pela sexta vez em sua carreira, Roger Federer não levou sustos e avançou tranquilamente até as oitavas-de-final, que se iniciam nessa segunda-feira. A lenda irá reeditar a final de Roland Garros (como previsto) contra Soderling - é a quarta vez consecutiva que a final de RG se repete em Wimbledon, mas dessa vez a revanche ocorrerá nas oitavas, e não na final como nos anos anteriores. Karlovic, um possível adversário nas quartas é perigoso nesse piso, mas tudo aponta para uma semi entre Federer e Djokovic ou Haas - prováveis protagonistas da outro jogo das quartas. O sérvio não vem jogando seu melhor tênis, enquanto Haas foi protagonista da melhor partida até aqui: uma batalha de cinco sets contra o promissor croata Marin Cilic.
Do outro lado da chave, o surpreendente e chato Hewitt - que eliminou o cabeça de chave número 5 Juan Martin del Potro por 3 sets a 0 - enfrenta o clássico Stepanek, enquanto o sacador Roddick encara Berdych. Tudo leva a crer que veremos Murray na semi sendo apoiado pela torcida. O britânico enfrenta Wawrinka nas oitavas, e Ferrero ou Simon nas quartas. Resta saber se Hewitt ou Roddick tem força para parar o tenista da casa, atrás de um tabu que já dura mais de 70 anos, e uma séria ameaça para Federer em uma virtual final.
A hora das zebras já passou, e daqui para frente deve prevalecer o melhor tênis, o que aponta a tendência de um grande jogo na final, entre o maior de todos os tempos e o novo queridinho da torcida britânica. Será no mínimo intrigante ver Federer na quadra central, disputando uma final e sem o apoio da torcida, que terá toda sua atenção voltada para o escocês Andy Murray, detentor de um bom retrospecto contra o suíço e de toda a esperança dos "fanáticos" expectadores.
Roger rumo ao hexa, ou Andy à um feito histórico - quebra do tabu e primeiro Grand Slam da carreira? O tempo está prestes a dizer...